sábado, 3 de junho de 2006

Marcos Caetano deve estar falando de mim:

"É impressionante a onda de pessimismo que vem se abatendo sobre parte considerável da torcida – e até de alguns cronistas esportivos – em relação às possibilidades da Seleção Brasileira na próxima Copa. O motivo do pessimismo? Otimismo. O otimismo, para muitos brasileiros, é capaz de provocar pessimismo. Outros torcedores, mais místicos, acreditam piamente que o time de Parreira terá enorme azar em terras alemãs. O motivo do azar? Sorte. A sorte, para muitos brasileiros, dá azar. Pode parecer esdrúxulo, mas muita gente acha que o Brasil irá mal justamente porque vai bem. Segundo essas mentes irrequietas, depois da tempestade não vem a bonança – depois da bonança é que vem a danada da tempestade.

Não por outra razão, notei certa alegria entre os pessimistas profissionais, logo após o corte de Edmílson. “Agora sim, as coisas começaram a melhorar. Tava tudo muito certinho. Daquele jeito, era batata que perderíamos”, disse um deles, velho conhecido meu, ao ouvir a notícia."

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