segunda-feira, 22 de novembro de 2010

De volta da Terra

Não, não vi nem vou ver o Macca. Portanto, não me venham conversar sobre isso. Vamos falar sobre o Planeta Terra. Rapidinho, porque ainda estou com jet lag de São Paulo para o Rio. [Aliás, o que aconteceu nessa última semana em São Paulo é digno de entrar para a História da música pop do Brasil: num período de sete dias, tocaram: Massive Attack, Stereophonics, houve o Planeta Terra, Paul MacCartney, Lou Reed, Scissor Sisters e ainda havia a possibilidade de um fã mais afoito de "Dança com lobos" querer ver Kevin Costner. Isso é incomparável com o que já tivemos aqui no Brasil. E me fez pensar muito sobre o comportamento de São Paulo. Mas deixemos para outra oportunidade...]

Foi tudo ok no Planeta Terra. Organização bem certinha - para um festival desse tamanho, os incidentes foram poucos e esparsos. O Playcenter é um acerto: é divertido, diferente e simpático. As atrações foram sempre boas: nada imperdível, mas nada, também, desprezível.

Porém, fiquei sentido de ser o único entre os meus amigos que foram ao show que ainda gosta de guitarras... terminei o show do Smashing Pumpkins com todo mundo já debandado. Mr. Corgan se comportou, como vi e li por aí, como mr. Corgan. Ele é estrelinha. A versão indie do Axl Rose. Isso quer dizer que, apesar de toda a banda ter mudado e só ele continuado, o som era típico das abóboras: pesado, com bastante  guitarras distorcidas. Mas ele tocou hits, minha gente. O moço joga para a galera e ninguém valoriza? Pelamorde.

Tive duas boas surpresas: Holger e Yeasayer. Conhecia pouco [no caso do segundo] ou nada e os dois grupos fizeram shows bem legais. Ambos me lembraram - mais o primeiro - o clima Vampire Weekend: música indie, com influência de percussão. Aliás, completando com o Hot Chip, esse palco tinha um pé, mesmo que disfarçado, na África.

Hot Chip fez um show grandioso. Com direito a catarse coletiva. Provavelmente o melhor show - como era de se esperar.

Empire of the sun abusou da psicodelia, com um grupo de mulheres dançando no palco. Deu onda. As músicas mais conhecidas animavam. As desconhecidas faziam dormir.

Phoenix foi "ok". Começaram com o supertrunfo "Lisztomania" e ficaram sem cartas para cortar o cansaço que já se abatia sobre a galera.

Mika é a versão Fredie Mercury versão século XXI, com muito menos apelo.

E Of Montreal me lembrou, na parte teatral, o Flaming Lips, mais com muito menos testosterona.

Perdi Hurtmold, mas não se pode ter tudo na vida, né? Em compensação, andei de montanha russa, após uns  13 anos.

2 comentários:

Reba disse...

Disney pras pximas férias.

Ronaldo disse...

Vai ter shows?