terça-feira, 18 de junho de 2013

Movimento sem líderes e difuso

Hora de recorrer ao sociólogo espanhol Manuel Castells, um nome que anda incrivelmente ausente de todas as análises até agora. Nos EUA, Occupy Wall Street, na Espanha, Indignados. No Egito ou Tunísia, Primavera Árabe. Em inúmeros outros lugares do mundo, com outros nomes. A primeira característica destes movimentos é que começam na internet e depois se movem para o cenário urbano. No mundo real, celulares à mão, repetem a estrutura das redes sociais para se informar. A informação e os acordos são construídos assim, em rede. Lição número um: não há líderes.
Outra característica: não há uma pauta clara nos protestos. Pertenço à geração que pintou a cara para derrubar um presidente da República. Nós tínhamos um desejo claro que podia ser manifestado em um slogan: Fora Collor. Eles, não. Porque o que os move é uma insatisfação difusa e generalizada. Um não sentir-se representado. A impressão de que as prioridades dos governantes, estejam na situação ou na oposição, não são as suas.
Pedro Dória faz uma sugestão e escreve o que todo mundo está pensando.

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