segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Harry Skywalker

Acompanhando R., vi o quinto filme da série "Harry Potter". Está longe de ser excepcional, mas não é nada ruim. Entretem e, salvo uns deslizes, passa de ano, sem ir para a recuperação.

Curiosamente, durante uma cena, me lembrei diretamente de outra série voltada para adolescentes de todas as idades de uma outra geração: "Star Wars". Potter está com a mulher do Tim Burton em mira - ela, claro, faz uma bruxa má - e é tentado a matá-la por seu maior rival, Voldemort - interpretado por um irreconhecível Ralph Fiennes.

Potter escuta uma voz que insiste que deve matar Bonham-Carter, porque ele está com raiva - ela acabara de matar um amigo de seu pai - Sirius Black, feito pelo Gary Oldman. O menino não a finaliza porque, num momento de consciência, percebe que isso seria a atitude do vilão.

Exatamente como em "Retorno de Jedi", quando Luke consegue imobilizar Darth Vader e o imperador insiste que ele deve acabar com o próprio pai - no que ele refuga, por se tratar, obviamente, de uma atitude do lado negro da força.

Aliás, há uma ligação não-explicada até o momento entre Voldemort e Potter. Exatamente como acontecia com Luke e Darth Vader, até a descoberta do parentesco entre os dois.

Há também uma espécie de messianismo nos dois protagonistas, fruto do mais tradicional épico, em que as duas histórias se baseiam. Fora o maniqueísmo exarcebado, o bem contra o mal, o "dark side of the force", essas coisas; a utilização de seres fantásticos, de um universo paralelo; e a transformação de objetos do nosso cotidiano para este mundo bizarro.

Claro que JK Rowling não se espelhou na obra de George Lucas - provavelmente são todas coincidências entre as duas sagas. O sucesso, porém, não deveria espantar ninguém. Provavelmente daqui a 20 anos, haverá outra onda com pessoas em polvorosa se vestindo de personagem e indo pagar mico em cinemas e livrarias.

ps. Conversando com amigos, após escrever este texto, dei-me conta que "Senhor dos Anéis" também tem premissas muito parecidas - só eu que não atentei para isso. Deve ser a minha inexperiência em "épicos fantásticos".

2 comentários:

Eu. disse...

Pode falar que o que mais contou foi a companhia.
Love you.
Beijos

Ronaldo disse...

Claro, minhalinda... Sem vc, não conseguiria fazer essa analogia.

:-)