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segunda-feira, 10 de junho de 2013

Assange x Google x Privacy in internet

Commodities just become more marvelous; young, urban professionals sleep, work and shop with greater ease and comfort; democracy is insidiously subverted by technologies of surveillance, and control is enthusiastically rebranded as “participation”; and our present world order of systematized domination, intimidation and oppression continues, unmentioned, unafflicted or only faintly perturbed.
[...]
The advance of information technology epitomized by Google heralds the death of privacy for most people and shifts the world toward authoritarianism. [...]
The section on “repressive autocracies” describes, disapprovingly, various repressive surveillance measures: legislation to insert back doors into software to enable spying on citizens, monitoring of social networks and the collection of intelligence on entire populations. All of these are already in widespread use in the United States. In fact, some of those measures — like the push to require every social-network profile to be linked to a real name — were spearheaded by Google itself.[...]
Without even understanding how, they have updated and seamlessly implemented George Orwell’s prophecy. If you want a vision of the future, imagine Washington-backed Google Glasses strapped onto vacant human faces — forever.
On 1st June, Julian Assange wrote a piece to "The New York Times" about "The new digital age", book written by Eric Schmidt and Jared Cohen, two names connected to Google (tt seems this is the controversy book of our very-right-now moment). Assange complains about a lot of positions from Google, disagree in almost all of their ideas, makes some self-promotion, but we cannot denied: he foresaw the actual US crisis.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Grooveshark, forever

Como eu reclamei quando eu estava revoltado [#chateado] com o Grooveshark, por conta da falta de noção de terem colocado à época anúncios publicitários durante a execução das músicas, venho agora, por-meio-desta, elogiar o site. E olha que nem é sobre o problema das propagandas, que, após me responderem uma mensagem se desculpando, foram resolvidas rapidamente.

Para quem cometeu o engano de ainda não saber o que é o Grooveshark, dá para resumir em uma expressão: rádio de internet. Não uma comum, que você sintoniza e tem que escutar o DJ explicando por que ele colocou tal e tal música. Mas uma que você pode criar um perfil, salvar suas músicas favoritas, escolher a discografia daquele artista que você ficou curioso, pode ver artistas similares, dar opinião sobre o que você acha das músicas, compartilhá-las, e, inclusive, escutar rádio que tocam determinados estilos [escrevi mais e melhor aqui]. Tudo de graça.

Recentemente, eles mudaram o layout da página e ficou ainda melhor. Agora, eles sugerem listas de acordo com as suas audições, para aqueles dias em que você só quer escutar música, sem precisar decidir nada. São várias possibilidades, logo na página de entrada: "Listen again", com músicas que eu ouvi recentemente; "Recommended", baseado naquilo que eu escutei nas últimas entradas e "Tastemaker playlist", com curadoria de "amigos" do site.

Eles ainda têm listas com estilos específicos. Para mim, nesse momento, eles sugerem "Brazilian music", já que ouvi Kassin e Guinga recentemente; "Instrumental", porque ouvi Guinga; "Experimental", porque ouvi Grizzly Bears; "Indie pop", pelo mesmo motivo; e "Soul", por conta do Mayer Hawthorne. Isso tudo além de vídeos e as músicas mais tocadas no site, como se fosse uma parada de sucesso.

Claro que os links ainda são meio loucos, aleatórios. Na "instrumental", por exemplo, está uma música de Marty Friedman, guitarrista do Megadeth. Não acredito que seja o mesmo clima do Guinga, apesar de não ver qualquer problema em quem ouve um e outro [cada vez mais comum]. Cada indivíduo tem suas preferências e seus links internos, e acha que tal artista se parece com tal outro. Mapear essas tendências é mapear o gosto humano.

Essa sintonia, essa ligação ainda é o mais complicado não só para o Grooveshark, mas provavelmente para toda a internet. Não é por acaso que o Google esteja investindo alto na tal da web 3.0, ou a tal da web semântica, que, a grosso modo, seria exatamente isso: antecipar o que as pessoas querem ouvir [ler, assistir] em seguida.

O Allmusic tem uma proposta que eu acho interessante. Sempre baseado nas tags [que, para mim, são uma das grandes revoluções da internet], eles saem das categorias mais comuns. Tipo, estilo de música [rock, jazz, R&B, etc]. E parte para "moods" e "themes". Assim, se você quiser um clima tipo "sexy", "melancholy" ou "hypnotic", basta ver quais são as bandas na seção. Os temas são ainda mais genéricos, mais metafóricos: "Summer", "Rainy day", "Cool & cocky", etc.. Mesmo que cada um tenha uma definição para determinados climas, esses são bastante claros. A metáfora, eu acho, é a única forma de comunicação completa, mesmo que não clara. Ou exatamente por isso.

O Grooveshark também tem uma busca que incomoda a quem está há anos com o Google. Principalmente como o site é, também, colaborativo, as pessoas podem subir qualquer música, mas geralmente cadastram as músicas da maneira que quiserem, sem seguir regras que quem estuda biblioteconomia sabe que são mais que importantes, são essenciais para encontrá-las no futuro. Mas já melhoraram bastante. E, acredito, devem melhorar ainda mais.

O site ainda tem os problemas de sempre, de qualquer outro site gringo. Por exemplo, juntar a música brasileira toda num mesmo balaio. O Allmusic, por exemplo, faz até pior, eles colocam na Latin music. Óbvio que a Ivete não se parece com Tom Jobim, assim, tanto. [Nada contra um e outro, por favor.] Mas é difícil para os gringos verem tantas diferenças na música das periferias do capitalismo. Jogo jogado.

Outro "problema" são os artistas que implicam fortemente com a divulgação das suas músicas sem o pagamento dos respectivos direitos autorais. Por isso, não vá procurando The Smashing Pumpkins, Pink Floyd ou Beatles, por exemplo. Mas, esses, a gente escuta no Youtube.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

More about open internet

The principles of openness and universal access that underpinned the creation of the internet three decades ago are under greater threat than ever, according to Google co-founder Sergey Brin.
In an interview with the Guardian, Brin warned there were "very powerful forces that have lined up against the open internet on all sides and around the world". "I am more worried than I have been in the past," he said. "It's scary."
The threat to the freedom of the internet comes, he claims, from a combination of governments increasingly trying to control access and communication by their citizens, the entertainment industry's attempts to crack down on piracy, and the rise of "restrictive" walled gardens such as Facebook and Apple, which tightly control what software can be released on their platforms.
The rest of the Guardian's interview, here

terça-feira, 3 de abril de 2012

Internet aberta x fechada

Na semana passada, fomos a um evento dentro do "Guardian" que tinha debates sobre diversos assuntos. Como não sabíamos que era necessário reservar mesas com antecedência -o jeito londrino de ser pontual na internet-, acabamos caindo nas palestras que ainda tinham lugar sobrando, quando fomos escolhê-las, uma semana após o início do processo. Perdemos Ian McEwan e Alain de Botton, e ganhamos Clay Shirky, duas vezes. Não posso dizer que estou arrependido.

Na primeira mesa, ele foi entrevistado pelo editor-chefe do "Guardian", Alan Rusbridger, e na segunda dividiu o palco com Richard Allan, diretor de políticas para a Europa do Facebook, e Rachel Whetstone, chefe global de comunicação e políticas públicas do Google, sendo moderado por Ian Katz, o editor de notícias do "Guardian". Esse namedropping todo é só para mostrar a importância do moço que, apesar de ser ressaltado a todo momento, me pareceu bastante gente-como-a-gente.

Fisicamente, ele lembra muito o Tom Hanks, só que completamente careca. Até nos trejeitos, ele é igual ao ator americano na sua versão comédias-rasgadas. Ao lado do quase lorde inglês Rusbridger, fica até, realmente, engraçado. Shirky é um americano exagerado, que gesticula muito, se mexe na cadeira a todo momento, enquanto Rusbridger parecia uma estátua que abria a boca e emitia som. Na segunda mesa, ao ser apresentado pelo excelente moderador Katz, foi descrito como professor da New York University, que tem conhecimento profundo sobre tecnologia, o ambiente virtual, e tudo o que envolve esses aspectos, tendo escrito dois livros sobre o tema, mas que, principalmente, tem bastante insights, que passam despercebidos pelos demais. O que faz bastante jus ao que eu vi.

Entre diversos assuntos que ele falou, do jornalismo em tempos de internet, do nível do debate na rede, de como moderar comentários, do financiamento de produtos online, um, especificamente, me chamou a atenção: a liberdade na internet.

Antes de vir para cá, as colunas do Hermano Vianna no "Globo", a minha mais frequente referência à tecnologia -pelo lado, digamos, antropológico- falavam majoritariamente sobre esse mesmo campo. Hermano reclamava, assim como o Eli Pariser, do outro post, de como a proposta da rede de ser completamente livre estava, ao menos, com as perspectivas atuais, fracassando.

Hoje em dia, só visitamos sites dentro de ambientes com grandes controladores, repara só. A grande maioria da navegação está no Facebook, que estaria caminhando, segundo as previsões mais pessimistas, para substituir a rede itself. E, quando fugimos do Facebook, caímos no Google, e os seus cálculos que tentam descobrir o que nós queremos realmente ter acesso. Ou seja, não teríamos mais uma liberdade-absoluta para a escolha [e será que algum dia tivemos? ou será que é possível ter], mas uma liberdade condicional, assistida, determinada por critérios nem sempre claros, e nem sempre justos.

No meio dos tubarões do Facebook e do Google, Shirky permanecia quieto, no seu canto, escutando da moça do Google que não há qualquer diferença na busca realizada por duas pessoas com perfis diferentes, e do moço do Facebook que eles não sabem como vão se comportar na China, quando tiverem que chegar lá. Porém, como a mesa se chamava "Will be the internet open?", Katz jogou para ele, Shirky, dar a opinião final, antes de terminar.

Ele foi sóbrio, o mais sóbrio e realista que se pode ser nesses aspectos. Tentou não idealizar a rede, mas interpretar os sinais que ela dá agora, e saber o que podemos fazer com isso, o que podemos aprender. Primeiro ele disse que a internet já não é aberta, e talvez apenas idealisticamente, ou para grupos específicos, ela um dia foi. Portanto, imaginar um dia a internet livre é pensar em um paraíso que talvez nunca existiu na realidade para a maioria. Segundo ele, vivemos agora num mundo híbrido, entre o aberto e o fechado, passando por esses dois mundos, sem nem perceber.

Depois, ele falou o óbvio - que às vezes necessita ser falado: a internet "fechada" tem algumas vantagens sobre a "aberta". Se não tivesse, ninguém iria querer participar disso. Mas ele foi além e deu alguns exemplos: a ajuda para encontrar assuntos que você está procurando. Basta lembrar os tempos pré-Google para saber como era difícil pesquisar. Ou como é bom a sensação de reencontrar um amigo de infância, que você não vê há muito tempo. Ou seja, a internet fechada organiza, de alguma maneira, o caos que é a internet. [Poderíamos entrar num papo mais filosófico sobre caos e organização, mas vamos deixar para outro dia.]

O que não quer dizer que a internet fechada só tenha vantagens. Ela castra as possibilidades, negando qualquer caminho que não o pré-determinado, por critérios nem sempre cristalinos. E o usuário cada vez mais vai se acostumar aos cinco, seis sites que frequenta normalmente. Ele não deu essa metáfora, mas eu dou: o internauta atual seria como um pássaro que gosta de ficar dentro da gaiola, porque é mais seguro e, quando sai, não sabe mais voar longas distâncias.

Como ele não precisava prever o futuro, ele apenas diagnosticou o nosso presente, o que nos deixa em uma bifurcação. Mas eu arrisco dizer que devemos, à medida do possível, navegar mais anarquicamente, procurando assunto e temas que não são comuns, visitando sites totalmente desconhecidos, clicando em links [em lugares seguros] sem saber para onde vai ser levado. Porque de cotidiano monótono, já chega a vida lá fora.

sábado, 31 de março de 2012

The new gatekeepers



O ativista americano Eli Pariser critica a falta de múltiplas vozes que a internet, depois de nos prometer a liberdade de escolha, trouxe. Vale bastante a pena ver para saber o quanto o processo de decisões são influenciadas pelos sites que costumamos a frequentar.

ps. aqui ele dá dicas do que fazer para se manter mais livres na internet.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Internet livre x fechada


Sul fronte opposto stanno sistemi come quelli adottati da Apple e Facebook?
"C'è una battaglia, o meglio, una tensione costruttiva, fra l'esigenza di fare soldi e quella di innovare. Un'azienda può avere la necessità di controllare l'intero sistema per fornire buone prestazioni e acquisire clienti e quindi pagare bene i propri programmatori. Ma se finisce con l'essere troppo dominante e chiusa limitando la libertà della gente, perderà mercato. Un giardino meraviglioso ma chiuso non può competere con la bellezza di una folle e indomita giungla".
[entrevista inteira aqui, tradução aqui.]

Tem um pouco de exercício de fé, de esperança, essa resposta do Tim Berners-Lee sobre as atitudes de empresas que fecham os caminhos da www que, para quem não sabe, foi Berners-Lee quem criou. Não é muito o que estamos vendo hoje em dia. Mas professo o mesmo credo que ele, apenas com mais ceticismo e menos otimismo.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Links musicais

Caí na página do Globão sobre vídeos que as pessoas estão vendo na internet, via link de um amigo do Facebook, porque falava sobre os instrumentos desmembrados - pensei que tinha a ver com quebrados - de uma música do Clash - que nem gosto tanto assim. Daí, conferi, logo abaixo, o vídeo do Cee-Lo Green, de quem sou fã, em Glanstonbury, cantando "Crazy", uma de minhas músicas favoritas, e reparei que ele faz uma citação, na segunda parte da música, a uma canção que reconheci, mas não sabia de onde. Me esforcei um pouquinho e lembrei que era do Moby. Mas o mais famoso parente careca do Melville, como se sabe, sampleia tudo o que lhe passa nas mãos. Fui conferir e descobri que a música de Moby era "Natural blues", que provém de um blues originalmente gravado por Vera Hall Ward, chamado "Trouble so hard" - aliás o refrão repetido ad aeternum. Gostei tanto da versão original, a cappella, que tentei ouvir mais da tal Vera Hall Ward. Fui no Last.fm e vi que ela era "parecida" com uma outra cantora sulista de blues, gospel e folk chamada Bessie Jones. E qual não foi a minha surpresa ao descobrir que "Sometime", de Jones, foi remixada por - quem mais? - Moby, em "Honey". Aliás, pesquisando descobri um sujeito que une todas essas pessoas: John Avery Lomax, um etnógrafo musical que gravou a música tradicional do Sul dos EUA, do Alabama, Mississipi e adjacências, e é um dos ídolos de gente como Hermano Vianna, que, por sua vez, fez algo parecido no Brasil. Aliás, um dos filhos de Lomax, Alan, seguiu a tradição do pai e gravou diversos discos segmentados, sendo um o próximo que vou escutar, sobre a música da Carolina do Sul. Isso tudo, descobri na última em meia hora. Salvem a internet, por favor.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Brasil: amor & ódio

Um grupo de amigos em que faço parte começou uma discussão por conta dos comentários nas fotos daquele site de grandes imagens, com um especial sobre o Alemão. Rolou uma vergonha por parte de alguns camaradas por conta do nível dos brasileiros que estavam ali. Como estou superinfluenciado pelas minhas leituras para terminar a monografia da pós, tomei as dores e fiz um mega-email, que copio abaixo.


Roberto Schwarz, em um dos livros em que ele analisa o Machado, "Ao vencedor as batatas" [essa frase é muito boa], fala que Machado foi um gênio como crítico de costumes de uma sociedade brasileira que era baseada em três "classes": os escravos, os senhores de escravos e os "agregados". a discussão intelectual sempre ficou nas duas últimas que tentaram, sem muito resultado, se tornar europeus, importando correntes de pensamento e impondo a força conceitos que não se aplicavam, como, por exemplo, as ideias iluministas. como ser iluminista e escravocrata ao mesmo tempo? acho muito interessante a parte que ele comenta esse "agregado". vou copiar aqui uma interpretação.

Schwarz explica que o Brasil – esse personagem metonímico – exercia uma função de agente duplo, sendo a favor, na teoria, das ideias “modernas” europeias, e agindo como um “atrasado”, ao exercer a escravidão. Essa função tem origem na própria formação econômica do período, escreve. Éramos um país de grandes latifúndios que, por um lado, dependia da mão-de-obra escrava para a produções dos bens agrícolas, e, por outro, vendia esses produtos ao mercado externo, majoritariamente europeu, liberal e burguês. O “marxista brechtiano”[1] fala que, além desses dois atores da sociedade brasileira desse período, o escravo e o senhor, havia uma terceira figura que estava entre os dois extremos, mas ligada aos dois, como se fosse uma ponte, o que ele chama de “homem livre”, com um adendo: “porém dependente”, e o caricaturiza num personagem de fácil identificação: o agregado. Para Schwarz, a parte central para entender esse terceiro elemento e a sua relação com os senhores, é desvendar a instituição do “favor”. Diz ele que será entre essas duas esferas superiores, os senhores e os “agregados”, que se dará a vida intelectual. “O favor,  ponto por ponto, pratica a dependência à pessoa, a exceção à regra, a cultura interessada, remuneração, e serviços pessoais”, escreve. O favor ainda tinha uma função de assegurar para as duas partes envolvidas, principalmente para os favorecidos, de que, “nem mais miserável dos favorecidos” era um escravo. Era uma marca de ascenção sobre um grupo social. Era uma relação que expunha um certo tipo de status. Segundo Schwarz, “Machado de Assis será mestre nestes meandros”, sendo capaz de fazer uma crônica de costumes, temperada com sua tradicional ironia para demonstrar suas incongruências.

Depois, rolou uma discussão de "nós" [brasileiros] x "eles" [estrangeiros], que eu também entrei, para confundir, não para explicar, como diria lá o Chacrinha. Demonstrei que, hoje em dia, não somos assim tão diferentes, principalmente na internet. Copio abaixo:

saiu o google zeitgeist, que é a retrospectiva do google para 2010. 

os dez assuntos mundiais que mais cresceram foram: chatroulette, ipad, justin bieber, nicki minaj, friv myxer, katy perry, twitter, gamezer, facebook. 

ou seja, celebridades, redes sociais, gadgets, gente que a gente nunca ouviu falar.

no brasil, foram: larissa riquelme, formspring, justin bieber, bbb 2010, enem 2010, restart, hotmail.com.br, luan santana, assistir filmes online, globo.com.br.

bem, não modifica tanto assim. e ainda temos assuntos mais "sérios", como enem 2010, e "assistir filmes online" [convenhamos que um pouco de anarquia faz bem]. também mostramos o quanto somos estranhos: procurar "hotmail.com.br" e "globo.com.br". ou somos viciados no google ou somos mongóis.

tudo bem, o mundo não é o bastante para a gente - e é influenciado por um bando de gente estranha - nós inclusive. vamos ver outros países. frança, pode ser?

chatroulette, grepolis, portailorange, justin bieber, facebook, gmail, message, hotmail sign in, haiti, deezer.fr, pole emploi.

redes sociais, celebridades, mongolismo-vício-portais, site de procura de emprego [é a crise, estúpido] e haiti.

considerando que houve uma catástrofe no haiti esse ano e que há muito haitiano na frança, eu desconsidero o caráter humanitário simples dessa busca. 

ou seja, talvez estejamos vivendo uma situação em que o nível mundial é muito parecido. não há tanta diferença assim entre o "nós" e o "eles", pelo menos não na internet. 


[1] É assim que Patrick Pessoa se refere a Schwarz em sua tese “A segunda vida de Brás Cubas”.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Depois não entendem...

Após "Scott Pilgrim" ter sido lançado primeiro em São Paulo, no momento que sai o DVD nos EUA, vejo uma outra história que demonstra a falta de tato, de uma maneira geral, da indústria cultural [ainda vale usar a palavra adorniana?].

Presenciei troca de favores por conta de um empréstimo - I said, empréstimo - do livro do jornalista catedrático João Máximo sobre Noel Rosa. A obra está esgotada e não vai ser relançada - parece -, mesmo em ano de centenário do compositor da Vila.

Fui pesquisar na Estante Virtual e o título mais barato que encontro custa - sente-se, por favor -  R$ 340.

Eis que não dado por satisfeito, vou à internet livre e encontro uma versão, digamos, socializada.

Agora, me respondam: quem é que está perdendo dinheiro aqui?

domingo, 1 de agosto de 2010

Rádios sob demanda, uma pensata

Com as rádios on demand, tipo o Grooveshark, como fica o argumento do roubo por quem baixa música, vindo de quem defende os direitos autorais dos músicos (doravante "músicos")? Será que ainda dirão que, ao ouvirmos as músicas deles, estamos roubando a propriedade deles? Bem, mesmo sem a posse digital (física, então, nem falemos), e com um comportamento de consumo da música parecido com a de rádios comuns, esse raciocínio ainda se sustenta?

Qual é a intenção de um músico ao veicular seu trabalho em uma rádio comum? Seria algo além da divulgação? E se o álbum fizer muito sucesso e todas as músicas forem veiculadas na rádio-comum: será que os músicos reclamariam?

Ou ainda: o que difere as rádios-comuns e as rádio on demand, além do óbvio fato de nas segundas você, pessoa comum, poder decidir a ordem das músicas e a hora que se deve escutar - sob demanda, em uma única expressão?

Imagino que, mesmo assim, haverá argumentos de: e como vão sobreviver os músicos que não ganham dinheiro com esse tipo de veiculação. Porque, se há uma diferença entre as rádios-comuns e as sob demanda, na teoria, é que as comuns devem pagar por transmitir essas músicas. Na teoria, até os elevadores deveriam pagar os direitos autorais. Mas, bem, na prática, muitas indústrias musicais pagam o famoso jabá para passar suas músicas nas rádios comuns. Ou seja, o processo é o inverso do que deveria ser. Na rádio sob demanda, não é preciso ser pago para existir, mas para aparecer, é necessário mais publicidade.

Voltando: portanto, a questão de como os músicos vão sobreviver ainda não mudou. Eles não sabem, mas não será com a rádio sob demanda que vão sossegar - apesar de já haver projetos de publicidade e o próprio Grooveshark oferecer ingressos para festivais, shows, CDs inteiros de bandas correlatas com a que estou ouvindo.

No fundo, me parece que a reclamação dos músicos têm a ver com o fim de um sistema cômodo de arrecadação, que funcionava para alguns poucos, mas que ganharam poder com isso e que, por isso, querem continuar, preguiçosamente o processo. Mas, acredito, vai ser difícil.

domingo, 13 de junho de 2010

Cala a boca, Galvão

porque me ufano ainda da internet.

o tópico mais citado no twitter no mundo é "cala a boca galvão". até aí, nada demais.

há um site (http://whatthetrend.com/) que explica para quem quer saber a razão dos tópicos. a explicação, porém, é ótima:

GALVAO, a brazilian rare type of bird is dying due to climate changes and human exploration, help save it by tweeting CALA BOCA GALVAO to donate 10 cents to Galvao Institution and save the Earth. Don't let it become extinct.

mas, não satisfeitos, fizeram um vídeo sobre a campanha:
http://ow.ly/1XRYa

não satisfeitos, criaram uma música, dando o crédito para a lady gaga:
http://www.youtube.com/watch?v=t96hPNK3_3Q&feature=related

não satisfeitos, criaram um game:
http://www.guijogos.com/jogar/jogos_de_Humor/752/Cala_a_boca_Galvao/

enfim. é infinito. e olha que eu gosto do galvão.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Autojabá

Sou tão ruim com autopromoção que me esqueci de colocar um link aqui sobre a venda do meu segundo livrinho, que está disponível há mais de mês. Como esse carnaval é o início de uma nova fase desse blog, vou começar fazendo propaganda de mim mesmo. Compre "AUTOASSASSINATO".

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Personagens de Quentin Tarantino

Fiz um quiz no meu sirviço. Foi divertido e trabalhoso. Era sobre que personagem do Tarantino é você. O meu resultado nem é uma novidade: Vincent Vega.

Mas nunca fui bom dançarino.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

O fim da modernidade

"Já em 1923, o russo Viktor Chklovsky confessava o desejo de escrever à amada como se nunca houvesse existido literatura. É que a ironia devorava as palavras tornando-se a forma mais fácil de superar a dificuldade de se descrever as coisas: as palavras estavam pálidas de exaustão. Uma das consequências da literatura pós-moderna foi ter tornado a ironia seu próprio carrasco. Se esta possui uma face boa como instrumento pedagógico ao despertar propósitos intelectivos, por outro lado, se utilizada para simplesmente ridicularizar, revela nesse mau comportamento o afeto vulgar do sujeito que dela faz uso e “por fim nos tornamos iguais a um cão mordaz que aprendeu a rir, além de morder”, completaria o filósofo de Humano, Demasiado Humano (1886)."

Daqui.

Vejam Cormac McCarthy, que por anos parecia ser o mais velho modernista vivo em cativeiro, mas que inaugurou sua fase madura com um romance sobre um serial killer e o seguiu com uma obra de ficção científica apocalíptica. Vejam Thomas Pynchon – em “Inherent vice”, ele trocou suas pesadas acrobacias verbais de sempre pela estrutura mais manejável de um romance de detetive
hard boiled.

Lev Grossman, crítico literário da revista “Time”, no blog do Sérgio Rodrigues.

"Minha vida nos palcos acabou. Acabou porque eu determinei que os tempos de hoje não refletem teatro e vice-versa. Também não estou a fim de criar o iTheatro, assim como o iPhone ou o iPod. A miniatura e o “self satistaction” cabem muito bem na decadência criativa de hoje."

Gerald Thomas em seu blog.

Para ser desenvolvido adiante.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Projeto literário-experimental-internético

O meu segundo livro foi / está sendo publicado online. Copio aqui um email que enviei para os mais chegados:

Envio esse email apenas para avisar que está em curso um novo projeto literário experimental internético. O site é esse: http://www.autoassassinato.com.br/ e explica o que está em jogo. Resumidamente é: vou publicar um livro na internet, nesse endereço, em capítulos, a cada segunda e quinta.

Vocês foram escolhidos para receber em primeira-mão e de uma vez só todo o conteúdo. Mas só vai receber quem quiser. Para isso, me mande um email dizendo que você quer receber e eu terei o prazer de enviar.

No site, vocês vão ver, há, além de outras partes, uma destinada às opiniões de quem já leu o livro. Quem quiser, após ler a obra, pode escrever lá. As melhores opiniões vão para um eventual livro físico.

Enfim, qualquer dúvida, vocês têm o meu email. O endereço do site novamente, para ficar guardado entre os favoritos: http://www.autoassassinato.com.br/. Quem tem twitter, pode seguir o @autoassassinato.

domingo, 14 de junho de 2009

Tributo a Jorge Luis



ps. só não dá para aturar o Othon Bastos descaradamente lendo os textos para a interpretação.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Woody Allen, lagostas e Bernie Madoff

Nem li. Mas esse início é impactante:

"Two weeks ago, Abe Moscowitz dropped dead of a heart attack and was reincarnated as a lobster."

Daqui. Via aqui.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

A origem de tudo

"(...) Eu afirmo que a agricultura surgiu de uma situação de abundância. A humanidade experimentou com o cultivo de cereais e utilizou o grão como complemento alimentício. A intenção inicial não era fazer pão com o grão, mas fabricar cerveja mediante sua fermentação."

Tinha que ser alemão.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Cronologia

"This insight suggested to Bohm another way of understanding Aspect's discovery. Bohm believes the reason subatomic particles are able to remain in contact with one another regardless of the distance separating them is not because they are sending some sort of mysterious signal back and forth, but because their separateness is an illusion. He argues that at some deeper level of reality such particles are not individual entities, but are actually extensions of the same fundamental something."
Daqui.

"O conceito de vontade deste (Schopenhauer) filósofo diz respeito a algo infinito, uno, indizível, e não a uma vontade finita, individual, ciente. Ela estaria presente no homem, como em toda a natureza."
Daqui.

"Here's the equation: Brahman=Atman=atman. Brahman is the totality of the universe as it is present outside of you;, Atman is the totality of the universe as it is present within you; Brahman is the totality of the world known objectively, Atman is the totality of the world known subjectively."
Daqui.

Ou ainda:
"Vedic philosophy speaks of Mystical Union as being with 'The Atman which is Brahman'."
Daqui.

E também:
"All indeed is this Brahman; He is Atman"
Daqui.