Após "Scott Pilgrim" ter sido lançado primeiro em São Paulo, no momento que sai o DVD nos EUA, vejo uma outra história que demonstra a falta de tato, de uma maneira geral, da indústria cultural [ainda vale usar a palavra adorniana?].
Presenciei troca de favores por conta de um empréstimo - I said, empréstimo - do livro do jornalista catedrático João Máximo sobre Noel Rosa. A obra está esgotada e não vai ser relançada - parece -, mesmo em ano de centenário do compositor da Vila.
Fui pesquisar na Estante Virtual e o título mais barato que encontro custa - sente-se, por favor - R$ 340.
Eis que não dado por satisfeito, vou à internet livre e encontro uma versão, digamos, socializada.
Agora, me respondam: quem é que está perdendo dinheiro aqui?
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terça-feira, 9 de novembro de 2010
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Quem gosta de plágio?
Essa história não é nova. Mas é sempre bom deixar claro que não sou a favor do plágio stricto sensu, ou seja, a “apresentação feita por alguém, como de sua própria autoria, de trabalho, obra intelectual etc. produzido por outrem”, nos ensina o Houaiss. Todo e qualquer autor pega algo do passado, como se pagasse um tributo à tradição. Mas de posse desse “primeiro”, o autor deve retrabalhar e recriar uma nova obra.
Se for uma questão de copiar letra por letra a versão primeira, não há “originalidade” que se salve. Vai ficar para o futuro aquela obra que tiver mais poder para se autopromover, para se autodivulgar. Ou seja, quem tem mais poder e dinheiro. Não adianta, por exemplo, só trocar as palavras de lugar. Como, aliás, lembrou o humorista Arnaldo Branco sobre a “versão” de Rafinha Bastos do vídeo do inglês Charlie Brooker,
Original
“Versão baseada”
Se for uma questão de copiar letra por letra a versão primeira, não há “originalidade” que se salve. Vai ficar para o futuro aquela obra que tiver mais poder para se autopromover, para se autodivulgar. Ou seja, quem tem mais poder e dinheiro. Não adianta, por exemplo, só trocar as palavras de lugar. Como, aliás, lembrou o humorista Arnaldo Branco sobre a “versão” de Rafinha Bastos do vídeo do inglês Charlie Brooker,
Original
“Versão baseada”
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
J.K. Rowling, as colagens e os processos de plágio
A escritora J.K. Rowling foi incluída num processo de plágio no mesmo "período histórico" em que uma menina de 17 anos é acusada de fazer colagens de outros autores para o seu primeiro livro. Mas onde fica a origem de tudo isso? Em Shakespeare.
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