Duas situações constrangedoras
Lá nos EUA, onde ela mora, já é aniversário de minha irmã. Em nossa última conversa por telefone, percebi como somos diferentes. E como, provavelmente, nunca nos aproximaremos em nossos gostos. Antes, porém, quero falar que conheci, ainda na década de 80, U2, a Legião Urbana e, mainly, The Smiths, com ela. Ou seja, dívida de gratidão eterna. São bandas que, se hoje não me são cotidianas, formaram um pouco o meu gosto musical.
Enfim, como dizia, estava eu ao telefone, tentando puxar um papo com ela, algo que fugisse das burocracias do dia-a-dia, e ela fala que comprou um novo cd e quer saber se eu gosto. Fico apreensivo. E tenho motivo para tal. Depois de alguns segundos sem que ela se lembrasse qual era o nome mesmo, ela falou: Evanescence. Tentei melhorar afirmando que era uma banda de adolescente e que, por isso, ela deveria se sentir jovem. Mas mudamos de assunto logo em seguida e ela me perguntou sobre o meu trabalho, como ia a faculdade, e a namorada? vai bem?
Pior que isso, só aconteceu no aniversário de meu sobrinho, dia 12 passado. Estava conversando com meu cunhado sobre as grandes vantagens dos programas de download de música e como se consegue coisas desconhecidas e raras, quando o marido de uma prima minha de segundo grau me falou quase orgulhoso que tinha, também, cometido sua imprudência e alimentado o universo paralelo ao comprar um cd pirata. Em seguida me perguntou se eu gostava da... da... da... (ele também havia esquecido, o que me dá argumentos para pensar que essas pessoas não são tão fãs assim de música) da... Dani Carlos. Não, eu não conhecia. Só de nome. Ele devolve: Muito boa. Ela faz, como é que se chama?, cover, né? cover... e só com o violão.
Na hora me veio à mente a figura daquele outro sujeito que imita os outros com instrumentos desplugados. Como é mesmo o nome dele? Nogueira... Artur... (google me ajuda e) Emmerson Nogueira. Esse mesmo.
O que dizer além disso? Claro, parabéns, irmã!
terça-feira, 31 de maio de 2005
Entendam como quiser (ou espermatozóides sensíveis)
Estudos em São Paulo descobriram que os espermatozóides masculinos (aqueles que, se fecundarem, darão frutos a meninos) são mais sensíveis que os femininos. Isso quer dizer que, em ambientes com poluição de QUALQUER natureza, ou mesmo ESTRESSE, nascem proporcionalmente mais mulheres que homens. Em condições normais de temperatura e pressão, os homens são maioria. Aliás, antigamente, o que equilibrava a conta entre os dois sexos, com uma pequena vantagem para elas, era o número de mortes nas guerras. Pois só os machos guerreavam. Agora, que não há mais tantas guerras para se lutar e morrer em sociedades ditas civilizadas, o controle virá pela poluição ou pelo estresse.
O mundo, literalmente, será delas. E nós homens-conteporâneos-ocidentais-modernos-e-sensíveis estamos obsoletos.
Estudos em São Paulo descobriram que os espermatozóides masculinos (aqueles que, se fecundarem, darão frutos a meninos) são mais sensíveis que os femininos. Isso quer dizer que, em ambientes com poluição de QUALQUER natureza, ou mesmo ESTRESSE, nascem proporcionalmente mais mulheres que homens. Em condições normais de temperatura e pressão, os homens são maioria. Aliás, antigamente, o que equilibrava a conta entre os dois sexos, com uma pequena vantagem para elas, era o número de mortes nas guerras. Pois só os machos guerreavam. Agora, que não há mais tantas guerras para se lutar e morrer em sociedades ditas civilizadas, o controle virá pela poluição ou pelo estresse.
O mundo, literalmente, será delas. E nós homens-conteporâneos-ocidentais-modernos-e-sensíveis estamos obsoletos.
segunda-feira, 30 de maio de 2005
A queda e a revolta
O JN deu a matéria no sábado, o Fantástico no domingo, o Nomínimo, segunda. É claro que discriminação é repugnante. É óbvio que os skinheads, quando raspam a cabeça, levam um pedaço do cérebro junto. Isso está fora de qualquer tipo de discussão.
Agora, dois pontos me arqueiam o sobrolho.
Primeiro - ontem rolou a parada gay em São Paulo. Junto a isso a tal da Revista eletrônica semanal fez uma matéria sobre o medo dos heteros de serem tidos como homossexuais. Não se discute que esse tipo de comportamente é DEVERAS mais brando que o apresentado em outras eras.
Peguemos, porém, a classe-média-alta brasileira para vermos que a discriminação continua EXTREMAMENTE próxima. Pergunte a qualquer um de seus amigos se eles ficariam contentes em ter um filho gay. A resposta é (quase) unânime. Só esse exemplo para ficarmos no preconceito mais facilmente identificável. Nem falemos sobre o PAVOR dos mesmos em pensar que suas filhas podem se casar com negros ou dos dito-cujos estarem PRÓXIMOS a pobres em eventos sociais. Isso deveria assustar MUITO mais. E dar MAIS matérias.
Segundo - Todas as reportagens foram unânimes em mostrar como o governo brasileiro (e também o gaúcho) se portou rapidamente e tirou do ar os sites hospedados em provedores tupiniquins (e prenderam os agressores dos judeus). Dizem que é contra lei propagar conteúdo racista (além de exploração de menores). OK, mais que justo. Ninguém fica assustado com essa atitude IMPERATIVA porque ela se justifica para a ENORME maioria das pessoas.
Entretanto, não se pode FALAR em conselho de ÉTICA que os órgãos da imprensa vêm a público gritando CENSURA. O limite é tênue, quem irá gerir esse conselho, quais são os critérios, limites, o que deve ser aprovado, etc. Contudo, se houvesse uma forma de termos um bom-senso institucionalizado, creio que estaríamos mais protegidos de uma TV (e seus congêneres) tão baixo nível. Mas isso é utopia ou preconceito meu contra os péssimos programas ou estou sendo politicamente correto - que é a falsidade da discriminação.
O JN deu a matéria no sábado, o Fantástico no domingo, o Nomínimo, segunda. É claro que discriminação é repugnante. É óbvio que os skinheads, quando raspam a cabeça, levam um pedaço do cérebro junto. Isso está fora de qualquer tipo de discussão.
Agora, dois pontos me arqueiam o sobrolho.
Primeiro - ontem rolou a parada gay em São Paulo. Junto a isso a tal da Revista eletrônica semanal fez uma matéria sobre o medo dos heteros de serem tidos como homossexuais. Não se discute que esse tipo de comportamente é DEVERAS mais brando que o apresentado em outras eras.
Peguemos, porém, a classe-média-alta brasileira para vermos que a discriminação continua EXTREMAMENTE próxima. Pergunte a qualquer um de seus amigos se eles ficariam contentes em ter um filho gay. A resposta é (quase) unânime. Só esse exemplo para ficarmos no preconceito mais facilmente identificável. Nem falemos sobre o PAVOR dos mesmos em pensar que suas filhas podem se casar com negros ou dos dito-cujos estarem PRÓXIMOS a pobres em eventos sociais. Isso deveria assustar MUITO mais. E dar MAIS matérias.
Segundo - Todas as reportagens foram unânimes em mostrar como o governo brasileiro (e também o gaúcho) se portou rapidamente e tirou do ar os sites hospedados em provedores tupiniquins (e prenderam os agressores dos judeus). Dizem que é contra lei propagar conteúdo racista (além de exploração de menores). OK, mais que justo. Ninguém fica assustado com essa atitude IMPERATIVA porque ela se justifica para a ENORME maioria das pessoas.
Entretanto, não se pode FALAR em conselho de ÉTICA que os órgãos da imprensa vêm a público gritando CENSURA. O limite é tênue, quem irá gerir esse conselho, quais são os critérios, limites, o que deve ser aprovado, etc. Contudo, se houvesse uma forma de termos um bom-senso institucionalizado, creio que estaríamos mais protegidos de uma TV (e seus congêneres) tão baixo nível. Mas isso é utopia ou preconceito meu contra os péssimos programas ou estou sendo politicamente correto - que é a falsidade da discriminação.
Viver nos extremos
Sem entrar no mérito do melhor ou pior, mesmo porque, para mim, para vc, para qualquer um por esses trópicos, isso não modifica - em curto prazo - em nada a vida, uma coisa me chamou a atenção no plebiscito francês para saber se o país da Marselhesa aceitava a constituição européia. A união dos comunistas e os seguidores Jean Marie Le Pen, aquele que aglutinou contra TODOS os outros espectros políticos na última eleição presidencial da França, pelo "non". LFVeríssimo já tinha comentado esse fenômeno. Não importa quais são as propostas, eles são contra, sempre. E, optam pelo extremo. Também sempre.
O Paulo Guedes escreve bem sobre as posições democráticas francesas. Vale uma lida.
Sem entrar no mérito do melhor ou pior, mesmo porque, para mim, para vc, para qualquer um por esses trópicos, isso não modifica - em curto prazo - em nada a vida, uma coisa me chamou a atenção no plebiscito francês para saber se o país da Marselhesa aceitava a constituição européia. A união dos comunistas e os seguidores Jean Marie Le Pen, aquele que aglutinou contra TODOS os outros espectros políticos na última eleição presidencial da França, pelo "non". LFVeríssimo já tinha comentado esse fenômeno. Não importa quais são as propostas, eles são contra, sempre. E, optam pelo extremo. Também sempre.
O Paulo Guedes escreve bem sobre as posições democráticas francesas. Vale uma lida.
A raiz quadrada da soma dos quadrados dos catetos é igual a...
Tudo bem que eu sempre ouvi que as pessoas que cursam Comunicação Social são, em sua grande maioria, péssimos em matemática. Eu, por exemplo, não me lembro da fórmula do Delta, aquela da equação do segundo grau. Mas há limite. Há umas semanas, li na editoria "Rio" d'O Globo que algumas casas (não me lembro onde) haviam sido desvalorizadas em 100%. Provavelmente o cara fez a conta ao contrário. Ex: custava 100 e tava sendo vendida por 50.
Ontem foi pior, encontrei uma curiosidade no "Segundo Caderno". O "repórter-especial" Arnaldo Bloch (o link se autodestruirá no dia 04/06/05) se embaralhou na soma simples: "A largada já foi dada com o anúncio de mais oito salas no Rio até maio do ano que vem: quatro no Shopping da Gávea e cinco num prédio ainda em construção no terreno anexo ao pioneiro Estação Botafogo". Que falta que faz um copidesque...
Tudo bem que eu sempre ouvi que as pessoas que cursam Comunicação Social são, em sua grande maioria, péssimos em matemática. Eu, por exemplo, não me lembro da fórmula do Delta, aquela da equação do segundo grau. Mas há limite. Há umas semanas, li na editoria "Rio" d'O Globo que algumas casas (não me lembro onde) haviam sido desvalorizadas em 100%. Provavelmente o cara fez a conta ao contrário. Ex: custava 100 e tava sendo vendida por 50.
Ontem foi pior, encontrei uma curiosidade no "Segundo Caderno". O "repórter-especial" Arnaldo Bloch (o link se autodestruirá no dia 04/06/05) se embaralhou na soma simples: "A largada já foi dada com o anúncio de mais oito salas no Rio até maio do ano que vem: quatro no Shopping da Gávea e cinco num prédio ainda em construção no terreno anexo ao pioneiro Estação Botafogo". Que falta que faz um copidesque...
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