quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Uma vez é impossível
Sabe o "Antes do amanhecer" e o "Depois do pôr-do-sol"? Tire 60% dos diálogos. Acrescente números musicais, mas nada gratuito, sempre dentro de um contexto e nunca com danças no meio da rua. As canções têm corpo do irlandês Damien Rice, membros de Coldplay, mas sem frescuras, e cabeça do Radiohead da primeira fase, a roqueira seminal, com cabelos ruivos e segunda voz feminina. Pronto, está tecnicamente pronta a fórmula de "Once", longa-metragem escrito e dirigido por John Carney, que agrada até os mais descrentes da fórmula dos musicais.
Claro que "Once" não é aparentado com "Chicago" ou "Moulin Rouge", para citar dois a mão. Ele é primo distante, pelo lado das canções pops mostradas em formato videoclipe, de "Nine songs"; sobrinho neto de "Hedwig", pela parte da independência (ganhou o World Cinema Audience Award em Sundance); e irmão mais novo de "The Commitments": é irlandês, retrata Dublin, também criou uma banda após o fim do filme que excursionou - me diz Carla Meneghini, a responsável por me viciar no filme e conseqüentemente na trilha sonora.
(Mas a maior coincidência é o protagonista, Glen Hansard, que trabalhou no filme do Alan Parker. Era o guitarrista. Ou John Carney, que é amigo de Damien Rice e já foi baixista da The Frames, banda de Hansard, que já excursionou com Rice, como apoio. Se alguém disser que a Irlanda tem sete pessoas - porque o U2 é irlandês - eu acredito. Aliás2, Hansard e Markéta Irglová, a protagonista, que, segundo o wikipédia tem uma diferença de quase 20 anos, estão juntos, dizem as boas línguas.)
Voltando ao assunto principal deste texto: "Once" e sua trilha sonora. O filme seria divertido, leve e até mesmo surpreendente se fosse mudo. Mas com as músicas se torna tentador. É aconselhável ver o filme e "comprar", logo em seguida, as músicas. De preferência, "tenha em casa" o longa também. Porque ver apenas uma vez é praticamente impossível.
Claro que "Once" não é aparentado com "Chicago" ou "Moulin Rouge", para citar dois a mão. Ele é primo distante, pelo lado das canções pops mostradas em formato videoclipe, de "Nine songs"; sobrinho neto de "Hedwig", pela parte da independência (ganhou o World Cinema Audience Award em Sundance); e irmão mais novo de "The Commitments": é irlandês, retrata Dublin, também criou uma banda após o fim do filme que excursionou - me diz Carla Meneghini, a responsável por me viciar no filme e conseqüentemente na trilha sonora.
(Mas a maior coincidência é o protagonista, Glen Hansard, que trabalhou no filme do Alan Parker. Era o guitarrista. Ou John Carney, que é amigo de Damien Rice e já foi baixista da The Frames, banda de Hansard, que já excursionou com Rice, como apoio. Se alguém disser que a Irlanda tem sete pessoas - porque o U2 é irlandês - eu acredito. Aliás2, Hansard e Markéta Irglová, a protagonista, que, segundo o wikipédia tem uma diferença de quase 20 anos, estão juntos, dizem as boas línguas.)
Voltando ao assunto principal deste texto: "Once" e sua trilha sonora. O filme seria divertido, leve e até mesmo surpreendente se fosse mudo. Mas com as músicas se torna tentador. É aconselhável ver o filme e "comprar", logo em seguida, as músicas. De preferência, "tenha em casa" o longa também. Porque ver apenas uma vez é praticamente impossível.
domingo, 13 de janeiro de 2008
sábado, 12 de janeiro de 2008
Interpretação
Nos filmes de até a década de 1950, diz Luis Fernando Veríssimo, quando um casal estava aos amassos e entrava o fade, tudo era subentendido. Sabíamos o que aconteceria dali para frente. Hoje, se o mesmo acontecer, é provável que achemos muito estranho que o casal, depois de ter passado pela fase dos beijos e abraços não chegue aos finalmente.
Isso quer dizer muitas coisas, mas quero abordar outro tema além do gala-fraquismo. Ficamos menos interpretativos, imaginativos, subjetivos e outros ivos nas últimas décadas. Ou seja, se não virmos, pelo menos, umas peças de roupa sendo tiradas, o fato não está comprovado. E deve haver quem só se conforme com as vias de fato, algo como "9 songs" e adjacências. Motivos para essa mudança devem existir aos montes e vejo já quem diz sobre a falta do hábito da leitura e todas as suas conseqüências.
Curiosamente, esse comportamento é positivo para, pelo menos, uma atividade: o jornalismo. Desconfiar é uma das melhores coisas que um sujeito pode fazer na labuta diária de redação.
Só queria dizer isso.
Isso quer dizer muitas coisas, mas quero abordar outro tema além do gala-fraquismo. Ficamos menos interpretativos, imaginativos, subjetivos e outros ivos nas últimas décadas. Ou seja, se não virmos, pelo menos, umas peças de roupa sendo tiradas, o fato não está comprovado. E deve haver quem só se conforme com as vias de fato, algo como "9 songs" e adjacências. Motivos para essa mudança devem existir aos montes e vejo já quem diz sobre a falta do hábito da leitura e todas as suas conseqüências.
Curiosamente, esse comportamento é positivo para, pelo menos, uma atividade: o jornalismo. Desconfiar é uma das melhores coisas que um sujeito pode fazer na labuta diária de redação.
Só queria dizer isso.
sábado, 5 de janeiro de 2008
Alfabetos
O italiano não tem "j". O alemão tem o "j", o "w", o "y", o "k" e o "ß" (lê-se "ess-tset", ou uma mistura curiosa de "ess" - o "s" - e "tset" - o "z"). Provavelmente herança dos tempos anglo-saxônicos. No português temos o "ç", e, junto com o espanhol, temos o "~", que é uma corruptela do "n", assinalando a nasalidade da sílaba.
O "w" é dois "u" (no inglês) ou dois "v" (no alemão). O islandês usa ainda o "þ" (thorn) e o "ð"(eth). As duas letras foram substituídas nas outras línguas anglo-saxãs por "th". Ainda havia "ƿ", (wynn), que foi substituído em todos os lugares por "w".
Outras curiosidades aqui.
O "w" é dois "u" (no inglês) ou dois "v" (no alemão). O islandês usa ainda o "þ" (thorn) e o "ð"(eth). As duas letras foram substituídas nas outras línguas anglo-saxãs por "th". Ainda havia "ƿ", (wynn), que foi substituído em todos os lugares por "w".
Outras curiosidades aqui.
Assinar:
Postagens (Atom)