Tinha tudo para dar errado. Não deu. Tinha tudo para ter um banho de sangue. Não teve. Tinha tudo para ser um fiasco. Não foi. A operação do Alemão prendeu poucos traficantes, sim, mas é inegável que não ter morrido nenhum policial nem ter entrado na comunidade atirando foi uma grande bola dentro. A retomada do território era o objetivo principal, a meu ver. Prender os caras é importante, mas fica em segundo plano.
A política pública de segurança do Rio mudou quando um delegado federal gaúcho assumiu o posto de secretário, um cargo que tinha um limite de tempo em qualquer governo anterior. José Mariano Beltrame ficou os quatro anos e nada dá mostras que ele vai sair no próximo governo.
As UPPs, seu principal programa, não são novidades - o projeto é uma adaptação do que fizeram lá na Colômbia. E mesmo no Rio, já houve outros projetos parecidos na época do Gpae (Grupo de Policiamento em Áreas Especiais). Mas, a diferença é que Beltrame fez funcionar. Não me lembro de ter visto qualquer notícia sobre um problema nas UPPs. O lidar com o público - em todos os níveis de interpretação - é de uma honradez incomum.
E, como disse um amigo meu, se há uma outra vantagem para que gostemos dele é a sua não-candidatura nas últimas eleições. Enquanto há pseudo-celebridades de todos os naipes que bastam 5 minutos de fama para concorrer a cargos públicos, Beltrame se manteve distante do foco. Quase não aparecia nem na campanha de seu candidato, o governador. Fazia o seu trabalho e está de bom tamanho. Se todos apenas fizessem os seus trabalhos...
terça-feira, 30 de novembro de 2010
domingo, 28 de novembro de 2010
Cobertura de guerra
Um dos aspectos mais... curiosos desses confrontos na Vila Cruzeiro e no Alemão é o clima beligerante. Tudo bem que o Rio, como metonímia do Brasil, não é para principiantes. Um trafica mora numa casa de R$ 5 mil e tem um AK-47 do mesmo preço no mercado negro [se a internet não estiver enganada]. Os trafica' se acham defendendo um território, criam pequenos feudos em que mandam, desenvolvem pequenos exércitos, mas com uma organização mais flácida que pudim de leite. No outro lado do ringue, 21 mil homens, blindados anfíbios, as três forças armadas, mais polícias de todos as esferas e cada um no quadrado do outro. No meio, os jornalistas, enxergando uma oportunidade única da vida: ser correspondente de guerra dentro do próprio município. Do lado de fora, a população, com sede de sangue, contra os desmandos gerais dos últimos 30, 50, CEM, por que não?, 500 anos. E quem sofre? Os de sempre: pobres, pretos, favelados...
TODO MUNDO escreveu que as imagens de quinta-feira pareciam um "Tropa de elite 3" ao vivo - eu incluído. Catarse coletiva, ao vivo, transmitida para todo mundo que tinha uma TV ou mesmo internet. Era, novamente, um nós contra eles. Bandidos x mocinhos. Tudo muito fácil de entender. Simples demais. Demais.
Continuo com mais dúvidas que com conclusões. Pensei, quando vi a tropa dos trafica' fugindo da Vila Cruzeiro: o que vamos fazer com esse povo todo? Temos espaço nas cadeias para esse povo todo? Vamos matar todo mundo? Duzentas, 300, 400 mortes? Bem, esse ano não tivemos nenhum avião caindo. Seria o correspondente. Quantos inocentes?
Fico, para terminar, com a passagem de um jornal que li recentemente:
“[A Favela] É o lugar onde reside a maior parte dos valentes da nossa terra, e que, exatamente por isso – por ser o esconderijo da gente disposta a matar, por qualquer motivo, ou, até mesmo, sem motivo algum –, não tem o menor respeito ao Código Penal nem à Polícia, que também, honra lhe seja feita, não vai lá, senão nos grandes dias do endemoninhado vilarejo.”
Em outro trecho:
"a Favela (...) é a aldeia do mal [...] aldeia da morte [...] Enfim, e por isso, por lhe parecer que essa gente não tem deveres nem direitos em face da lei, a polícia não cogita de [usar da] vigilância sobre ela”.
O jornal é “Correio da Manhã”, em 5 de julho de 1909.
TODO MUNDO escreveu que as imagens de quinta-feira pareciam um "Tropa de elite 3" ao vivo - eu incluído. Catarse coletiva, ao vivo, transmitida para todo mundo que tinha uma TV ou mesmo internet. Era, novamente, um nós contra eles. Bandidos x mocinhos. Tudo muito fácil de entender. Simples demais. Demais.
Continuo com mais dúvidas que com conclusões. Pensei, quando vi a tropa dos trafica' fugindo da Vila Cruzeiro: o que vamos fazer com esse povo todo? Temos espaço nas cadeias para esse povo todo? Vamos matar todo mundo? Duzentas, 300, 400 mortes? Bem, esse ano não tivemos nenhum avião caindo. Seria o correspondente. Quantos inocentes?
Fico, para terminar, com a passagem de um jornal que li recentemente:
“[A Favela] É o lugar onde reside a maior parte dos valentes da nossa terra, e que, exatamente por isso – por ser o esconderijo da gente disposta a matar, por qualquer motivo, ou, até mesmo, sem motivo algum –, não tem o menor respeito ao Código Penal nem à Polícia, que também, honra lhe seja feita, não vai lá, senão nos grandes dias do endemoninhado vilarejo.”
Em outro trecho:
"a Favela (...) é a aldeia do mal [...] aldeia da morte [...] Enfim, e por isso, por lhe parecer que essa gente não tem deveres nem direitos em face da lei, a polícia não cogita de [usar da] vigilância sobre ela”.
O jornal é “Correio da Manhã”, em 5 de julho de 1909.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Semana de filosofia
Muito barulho...
Antes de começar a colocar a minha opinião, uma confidência: tenho uma irmã que mora em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e pega tanto a Dutra, como a Avenida Brasil e a Linha Vermelha todo dia. Portanto, teria por que me preocupar. Mas não me preocupo.
É claro que ela está morrendo de medo. E eu não a culpo por estar com medo. Eu, no lugar dela, também estaria com medo. Moro em Botafogo e nada aconteceu perto da minha casa - por isso, me sinto em outra cidade, como se nada tivesse acontecendo [para não dizer "nada", dois homens foram presos suspeitos de atear fogo num carro].
Ela está com medo, é claro, por conta da divulgação desses veículos queimados. Isso gera uma onda de pavor generalizada. Não é para mostrar os carros pegando fogo? É, claro que é. Isso é notícia. Mas é bom saber das consequências da ação. A tal da reação, diria Newton. Primeiro, a óbvia: virar o varejão. Qualquer fulano com um parafuso faltando vai achar legal tacar fogo para também aparecer nos jornais. Segundo, e para mim a mais importante, a falta de contextualização: histórica, social, política.
Em absoluto, o que temos: mais de 30 veículos queimados; 23 mortos - a polícia não diz quantos inocentes, também conhecido como [doravante tcc], bala-perdida, e quantos "criminosos"; dezenas de presos e dois - DOIS - policiais feridos.
Temos informações - só "oficiais", ou seja, da polícia, porque os bandidos ainda não têm porta-vozes - de que os "ataques" foram ordenados pelos chefes dos bandidos por conta das UPPs. Temos informações - também "oficiais" - de que as quadrilhas se juntaram para atuar juntas contra a polícia [o que, na minha humilíssima opinião, pode até ser bom, diminuindo os confrontos e as consequentes mortes de inocentes]. Mas o que isso quer dizer, na prática?
Para começar a avaliar os estragos, temos que pensar comparativamente. Se os veículos foram queimados realmente em represália às UPPs, podemos pensar algumas coisas: Por exemplo: as UPPs estão realmente funcionando, os bandidos estão procurando outras formas de... de o que, mesmo? Há roubos? Aumentou o número de assaltos? Ou eles querem apenas amendrontar a população? Com qual objetivo? Que as pessoas fiquem contrárias às UPPs e deixem voltar o tráfico armado nos morros da Zona Sul? Porque, até agora, as UPPs só funcionaram na Zona Sul. Será que a classe média - que sempre me assusta pela sua teoria da "farinha pouca meu pirão primeiro" - vai querer ter de volta as armas às favelas do lado de suas casas?
Outra ideia: se a intenção é desestabilizar o governo, a tática dos bandidos foi, a meu ver, um erro sem tamanho. É só lembrar que esse governo começou matando gente às dúzias e não seria agora que eles recuariam. Só ver ali em cima que já são 23 mortos. V-i-n-t-e-t-r-ê-s mortos.
Mas, é sempre bom ressaltar para os teóricos da conspiração de plantão, esses mortos só aconteceram por conta dos ataques. Hum...
Voltando: qual é o objetivo desses bandidos? Reparemos em outro detalhe: não há feridos, quiçá mortos nos "ataques". Seria que eles querem mostrar como o governo é ineficiente no controle da segurança da cidade? Bem, reparem novamente que os "ataques" acontecem em áreas mais afastadas dos centros ricos, tcc, Zona Sul. Salvo um ou outro carro que pegou fogo em Laranjeiras, o pânico nessa área da cidade é completamente exagerado. Aposto que se compararmos com outras épocas - cadê a contextualização? - ficaremos surpresos com os números. Lembrando que os números divulgados pela Secretaria de Segurança do Rio mostram a diminuição drásticas em TODOS os números de crimes da cidade.
E, nas áreas mais pobres, o que tinha mudado com a entrada das UPPs? Ou seja, os bandidos estão maltratando quem sempre maltrataram. Um ônibus queimando chama muito mais a atenção, claro, que tiroteios entre quadrilhas rivais. Ou achaques. Ou a falta de direitos civis [esse, então...]. Mas, qual é a diferença para o que sempre vivemos? Ou melhor, para o que eles sempre viveram? Cadê, novamente, a contextualização? Os bandidos, me parece, se estão atrás disso tudo, não têm, ainda, um porta-voz, mas já fizeram media training.
É claro que ela está morrendo de medo. E eu não a culpo por estar com medo. Eu, no lugar dela, também estaria com medo. Moro em Botafogo e nada aconteceu perto da minha casa - por isso, me sinto em outra cidade, como se nada tivesse acontecendo [para não dizer "nada", dois homens foram presos suspeitos de atear fogo num carro].
Ela está com medo, é claro, por conta da divulgação desses veículos queimados. Isso gera uma onda de pavor generalizada. Não é para mostrar os carros pegando fogo? É, claro que é. Isso é notícia. Mas é bom saber das consequências da ação. A tal da reação, diria Newton. Primeiro, a óbvia: virar o varejão. Qualquer fulano com um parafuso faltando vai achar legal tacar fogo para também aparecer nos jornais. Segundo, e para mim a mais importante, a falta de contextualização: histórica, social, política.
Em absoluto, o que temos: mais de 30 veículos queimados; 23 mortos - a polícia não diz quantos inocentes, também conhecido como [doravante tcc], bala-perdida, e quantos "criminosos"; dezenas de presos e dois - DOIS - policiais feridos.
Temos informações - só "oficiais", ou seja, da polícia, porque os bandidos ainda não têm porta-vozes - de que os "ataques" foram ordenados pelos chefes dos bandidos por conta das UPPs. Temos informações - também "oficiais" - de que as quadrilhas se juntaram para atuar juntas contra a polícia [o que, na minha humilíssima opinião, pode até ser bom, diminuindo os confrontos e as consequentes mortes de inocentes]. Mas o que isso quer dizer, na prática?
Para começar a avaliar os estragos, temos que pensar comparativamente. Se os veículos foram queimados realmente em represália às UPPs, podemos pensar algumas coisas: Por exemplo: as UPPs estão realmente funcionando, os bandidos estão procurando outras formas de... de o que, mesmo? Há roubos? Aumentou o número de assaltos? Ou eles querem apenas amendrontar a população? Com qual objetivo? Que as pessoas fiquem contrárias às UPPs e deixem voltar o tráfico armado nos morros da Zona Sul? Porque, até agora, as UPPs só funcionaram na Zona Sul. Será que a classe média - que sempre me assusta pela sua teoria da "farinha pouca meu pirão primeiro" - vai querer ter de volta as armas às favelas do lado de suas casas?
Outra ideia: se a intenção é desestabilizar o governo, a tática dos bandidos foi, a meu ver, um erro sem tamanho. É só lembrar que esse governo começou matando gente às dúzias e não seria agora que eles recuariam. Só ver ali em cima que já são 23 mortos. V-i-n-t-e-t-r-ê-s mortos.
Mas, é sempre bom ressaltar para os teóricos da conspiração de plantão, esses mortos só aconteceram por conta dos ataques. Hum...
Voltando: qual é o objetivo desses bandidos? Reparemos em outro detalhe: não há feridos, quiçá mortos nos "ataques". Seria que eles querem mostrar como o governo é ineficiente no controle da segurança da cidade? Bem, reparem novamente que os "ataques" acontecem em áreas mais afastadas dos centros ricos, tcc, Zona Sul. Salvo um ou outro carro que pegou fogo em Laranjeiras, o pânico nessa área da cidade é completamente exagerado. Aposto que se compararmos com outras épocas - cadê a contextualização? - ficaremos surpresos com os números. Lembrando que os números divulgados pela Secretaria de Segurança do Rio mostram a diminuição drásticas em TODOS os números de crimes da cidade.
E, nas áreas mais pobres, o que tinha mudado com a entrada das UPPs? Ou seja, os bandidos estão maltratando quem sempre maltrataram. Um ônibus queimando chama muito mais a atenção, claro, que tiroteios entre quadrilhas rivais. Ou achaques. Ou a falta de direitos civis [esse, então...]. Mas, qual é a diferença para o que sempre vivemos? Ou melhor, para o que eles sempre viveram? Cadê, novamente, a contextualização? Os bandidos, me parece, se estão atrás disso tudo, não têm, ainda, um porta-voz, mas já fizeram media training.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
De volta da Terra
Não, não vi nem vou ver o Macca. Portanto, não me venham conversar sobre isso. Vamos falar sobre o Planeta Terra. Rapidinho, porque ainda estou com jet lag de São Paulo para o Rio. [Aliás, o que aconteceu nessa última semana em São Paulo é digno de entrar para a História da música pop do Brasil: num período de sete dias, tocaram: Massive Attack, Stereophonics, houve o Planeta Terra, Paul MacCartney, Lou Reed, Scissor Sisters e ainda havia a possibilidade de um fã mais afoito de "Dança com lobos" querer ver Kevin Costner. Isso é incomparável com o que já tivemos aqui no Brasil. E me fez pensar muito sobre o comportamento de São Paulo. Mas deixemos para outra oportunidade...]
Foi tudo ok no Planeta Terra. Organização bem certinha - para um festival desse tamanho, os incidentes foram poucos e esparsos. O Playcenter é um acerto: é divertido, diferente e simpático. As atrações foram sempre boas: nada imperdível, mas nada, também, desprezível.
Porém, fiquei sentido de ser o único entre os meus amigos que foram ao show que ainda gosta de guitarras... terminei o show do Smashing Pumpkins com todo mundo já debandado. Mr. Corgan se comportou, como vi e li por aí, como mr. Corgan. Ele é estrelinha. A versão indie do Axl Rose. Isso quer dizer que, apesar de toda a banda ter mudado e só ele continuado, o som era típico das abóboras: pesado, com bastante guitarras distorcidas. Mas ele tocou hits, minha gente. O moço joga para a galera e ninguém valoriza? Pelamorde.
Tive duas boas surpresas: Holger e Yeasayer. Conhecia pouco [no caso do segundo] ou nada e os dois grupos fizeram shows bem legais. Ambos me lembraram - mais o primeiro - o clima Vampire Weekend: música indie, com influência de percussão. Aliás, completando com o Hot Chip, esse palco tinha um pé, mesmo que disfarçado, na África.
Hot Chip fez um show grandioso. Com direito a catarse coletiva. Provavelmente o melhor show - como era de se esperar.
Empire of the sun abusou da psicodelia, com um grupo de mulheres dançando no palco. Deu onda. As músicas mais conhecidas animavam. As desconhecidas faziam dormir.
Phoenix foi "ok". Começaram com o supertrunfo "Lisztomania" e ficaram sem cartas para cortar o cansaço que já se abatia sobre a galera.
Mika é a versão Fredie Mercury versão século XXI, com muito menos apelo.
E Of Montreal me lembrou, na parte teatral, o Flaming Lips, mais com muito menos testosterona.
Perdi Hurtmold, mas não se pode ter tudo na vida, né? Em compensação, andei de montanha russa, após uns 13 anos.
Foi tudo ok no Planeta Terra. Organização bem certinha - para um festival desse tamanho, os incidentes foram poucos e esparsos. O Playcenter é um acerto: é divertido, diferente e simpático. As atrações foram sempre boas: nada imperdível, mas nada, também, desprezível.
Porém, fiquei sentido de ser o único entre os meus amigos que foram ao show que ainda gosta de guitarras... terminei o show do Smashing Pumpkins com todo mundo já debandado. Mr. Corgan se comportou, como vi e li por aí, como mr. Corgan. Ele é estrelinha. A versão indie do Axl Rose. Isso quer dizer que, apesar de toda a banda ter mudado e só ele continuado, o som era típico das abóboras: pesado, com bastante guitarras distorcidas. Mas ele tocou hits, minha gente. O moço joga para a galera e ninguém valoriza? Pelamorde.
Tive duas boas surpresas: Holger e Yeasayer. Conhecia pouco [no caso do segundo] ou nada e os dois grupos fizeram shows bem legais. Ambos me lembraram - mais o primeiro - o clima Vampire Weekend: música indie, com influência de percussão. Aliás, completando com o Hot Chip, esse palco tinha um pé, mesmo que disfarçado, na África.
Hot Chip fez um show grandioso. Com direito a catarse coletiva. Provavelmente o melhor show - como era de se esperar.
Empire of the sun abusou da psicodelia, com um grupo de mulheres dançando no palco. Deu onda. As músicas mais conhecidas animavam. As desconhecidas faziam dormir.
Phoenix foi "ok". Começaram com o supertrunfo "Lisztomania" e ficaram sem cartas para cortar o cansaço que já se abatia sobre a galera.
Mika é a versão Fredie Mercury versão século XXI, com muito menos apelo.
E Of Montreal me lembrou, na parte teatral, o Flaming Lips, mais com muito menos testosterona.
Perdi Hurtmold, mas não se pode ter tudo na vida, né? Em compensação, andei de montanha russa, após uns 13 anos.
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